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terça-feira, 5 de julho de 2016

UFC200 Melhores lutadores de todos os tempos - EP. 2


Conor McGregor aparece completamente nu em capa de revista americana

A alguns dias do UFC 200, evento do qual seria o principal destaque antes de entrar em conflito com o Ultimate, o lutador irlandês Conor McGregor voltou a ser notícia longe do cage. A revista "ESPN The Magazine" revelou nesta terça-feira uma das capas de sua edição de nus artísticos com atletas profissionais, a "Body Issue", em que o campeão linear dos pesos-penas do UFC aparece completamente nu, apenas com os punhos enfaixados. A publicação também divulgou um vídeo com os bastidores do ensaio do lutador. Veja a capa da revista abaixo:

Conor McGregor nu revista ESPN The Magazine

Hunt espera luta dura, mas torce por Brock "louco" para facilitar nocaute

Após nocautes consecutivos, neozelandês acredita em americano preparado mesmo há mais de quatro anos afastado: "Provavelmente sabia dessa luta há muito tempo"


Mark Hunt UFC Brisbane (Foto: Getty Images)Mark Hunt aposta em luta difícil, mas quer nocautear Brock Lesnar (Foto: Getty Images)
O momento de Mark Hunt no UFC é iluminado. As duas últimas lutas nem passaram do primeiro round - nocautes contra Antônio Pezão e Frank Mir, recuperação na organização e moral em alta para encarar um nome de peso. Neste sábado, em Las Vegas, o lutador de 42 anos enfrentaBrock Lesnar, na torcida para que o ex-campeão dos pesados entre no octógono querendo definir o combate o mais rápido possível.
- Eu espero que ele venha como um louco e eu o coloque para dormir. É basicamente o que eu espero que aconteça. Mas eu não acho que ele vai ser estúpido assim, vai tentar ser um pouco mais inteligente e testar as opções. Vamos ver o que acontece - destacou Marku Hunt ao "The MMA Hour". 
Brock não luta desde dezembro de 2011, quando nocauteado por Overeem no UFC 141. Os mais de quatro anos longe do MMA não deixam Hunt mais tranquilo. Para o neozelandês, o americano está em forma e vem se preparando há tempos para o retorno. 
- Eu acho que ele (Brock Lesnar) vem treinando há muito mais tempo que as pessoas pensam. Provavelmente sabia dessa luta há muito tempo. Ele está fora há quatro anos, então estou ansioso para a luta. Vai ser uma grande luta e eu não estou esperando um Brock ultrapassado. Ele vai fazer uma luta dura, deve estar treinando a anos. Ele vai ter que se acostumar a levar golpes no rosto e no corpo, porque vou tentar fazer muito isso durante o combate - destacou Marku Hunt ao "The MMA Hour". 
UFC 200
9 de julho de 2016, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (a partir de 23h de Brasília):
Peso-meio-pesado: Daniel Cormier x Jon Jones
Peso-pesado: Brock Lesnar x Mark Hunt
Peso-galo: Miesha Tate x Amanda Nunes
Peso-pena: José Aldo x Frankie Edgar
Peso-pesado: Cain Velásquez x Travis Browne
CARD PRELIMINAR (a partir de 19h30m de Brasília):
Peso-galo: Cat Zingano x Julianna Peña
Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Kelvin Gastelum
Peso-galo: TJ Dillashaw x Raphael Assunção
Peso-leve: Sage Northcutt x Enrique Marin
Peso-leve: Diego Sanchez x Joe Lauzon
Peso-médio: Gegard Mousasi x Thiago Marreta
Peso-leve: Jim Miller x Takanori Gomi

Alvarez elogia Rafael dos Anjos, mas frisa: "Vejo fraquezas no jogo dele"

Ex-campeão do Bellator, que desafia cinturão do peso-leve do Ultimate, cujo dono é 
o brasileiro, declara que constante mudança na posse dos títulos do evento o motiva


Eddie Alvarez UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)
A superioridade demonstrada contra seus adversários, desde que tomou o cinturão de Anthony Pettis, em março do ano passado, coloca Rafael dos Anjos, campeão peso-leve do Ultimate, dentre os atletas mais dominantes da organização. Nesta quinta-feira, o brasileiro defende o título contra Eddie Alvarez, em Las Vegas, e, embora o americano o elogie, afirma que enxerga brechas capazes de derrubar o atleta da Kings MMA do topo.
Em entrevista exclusiva aoCombate.com, Alvarez, ex-campeão do Bellator, fala com a confiança de quem acredita que poderá destronar o brasileiro, algo que nenhum oponente conseguiu recentemente, a exceção de Khabib Nurmagomedov, na época em que o niteroiense ainda era desafiante.
- O Rafael dos Anjos é muito bom em tudo. Ele é um grande competidor, fez coisas incríveis na categoria, mas eu vejo fraquezas no jogo dele, buracos. Vou fazer tudo o que puder para explorá-los e fazer dessa a minha luta, em que eu serei o cara dominante, o campeão e o chefe.
Em bate-papo descontraído, Alvarez fala ainda dos treinamentos para o confronto, da importância da família, dentre outros assuntos. 
Confira abaixo:
Você nunca esteve tão perto do título do Ultimate. Como está se sentindo? 
Eu penso nesse dia há muito tempo. Eu luto há 13 anos e há dez anos eu tive a chance de ir para a casa do TUF 2 e não consegui. Por alguma razão nunca entrei na casa. Onze anos depois, estou aqui disputando o título mundial. Algumas coisas não deram certo na época, e eu fiquei triste, mas eu fui paciente, esperei minha vez, continuei meu trabalho duro e agora é a minha vez de conquistar o título mundial. 
O Dana costuma dizer que mesmo os lutadores que não entram na casa estarão no UFC algum dia. Isso serviu de lição? 

Sim, é muito verdade. É uma evidência de que o seu dia chegará quando for a sua vez. Você não pode forçar nada. Para mim sempre foi uma maratona, nunca uma corrida curta. Eu nunca tive pressa de chegar a lugar nenhum. Eu amo o meu esporte, amo o que eu faço, amo o crescimento que tive desde então e agora chegou a hora de conquistar o título mundial. 
Eu nunca tive pressa de chegar a lugar nenhum. Eu amo o meu esporte, amo o que eu faço, amo o crescimento que tive desde então e agora chegou a hora de conquistar o título mundial
Eddie Alvarez
Você treinou com um brasileiro, que é o Edson Barboza que atua este mês, em Chicago, e também com o Frankie Edgar, que disputa o título no UFC 200. Como é ter a ajuda de importantes parceiros de equipe? 

Meus parceiros me tornaram a pessoa que eu sou. Se eles estiverem com pouca energia e sem competitividade, eu não posso fazer o mesmo. Eu me alimento da energia e da competitividade deles. Então, ter Marlon Moraes, Edson Barboza, Frankie Edgar e todos os outros caras e técnicos que a gente teve fazem com que tenhamos uma performance fenomenal. Frankie, Edson, Marlon e eu somos campeões e nos esforçamos muito. 
Como enxerga essa troca de campeões no UFC? Acha que isso deixa os desafiantes mais motivados? 
Com certeza. Uma coisa é você pensar que pode ganhar do campeão, mas quando você vê acontecendo repetidas vezes, percebe que é uma coisa real, vira mais factual e você entende que tudo pode acontecer a qualquer momento. 
Todo mundo estava curioso com as 150 sessões de sparrings que você disse ter feito. Fale mais sobre elas. 
Faço bem mais que 150 sessões de sparring. Acho que estamos junto há mais de 12 semanas e fizemos entre 15 e 20 rounds de sparring por semana. Era a demanda que a gente teve para aperfeiçoar os movimentos que farei dentro do octógono. É assim que a gente se prepara.
O Dana tem pedido para os lutadores fazerem menos sparrings e temos lutadores que pensam que menos sparrings significam menos lesões. Você não concorda com isso, né? 
Não, eu não acredito em treinos demais. Pessoas que lutam, não necessariamente gostam de lutar. Existem muitos caras que lutam pelos motivos errados, gostam de dinheiro, atenção e tudo o que vem incluído, mas eles não gostam de lutar. Eles odeiam estar em uma luta. Os caras que eu treino não são assim. Nós realmente amamos lutar. Tudo o que vem com a luta é só um algo a mais. O real valor é a alegria de estar em uma luta.
Considera essa a maior luta da sua carreira? 
Com certeza. Essa é a maior luta da minha carreira. Essa é pelo título do peso-leve, é para tudo que eu treinei a minha vida inteira. Antes de eu começar a lutar eu fazia wrestling, antes disso eu boxeava. Eu treino para esse momento desde que eu tenho sete, oito anos. 
Você estava dando um conselho para o Dos Anjos não ser tão agressivo. Acha que isso pode te ajudar? 
Eu o avisei para não ser tão agressivo, pois, algumas vezes, quando eu contra-ataco não costuma ser bom para os meus adversários. Então, algumas vezes, é bom o cara ir com calma, trabalhar para conseguir chegar e não ir tão rápido e tão forte. Se você liberar esse cão em mim cedo, pode ser ruim, e muitas vezes é ruim para o meu adversário. É só um aviso que, se isso acontecer, a luta pode ter um fim mágico. 
Falando um pouco mais sobre o seu adversário. Ano passado tinha muita gente falando que as habilidades dele na trocação melhoraram. Concorda com isso? 
Acho que sua luta em pé tem melhorado. Independentemente da trocação dele, todo adversário é diferente. Eu não olho só para a trocação dele, para as lutas dele e digo: "Uau, ele é demais". É um diferente estilo de luta. Eu não sou Anthony Pettis, Donald Cerrone e ninguém que ele tenha lutado. Eu sou Eddie Alvarez, alguém completamente diferente e ele só vai poder perceber isso quando estiver dentro do octógono. 
Qual é a importância da sua família na sua vida? 
Família é tudo. Minha vida é lutar. Eu ganhei uma grande quantia de dinheiro e eu, meus filhos e minha mulher fazemos coisas legais com ele. Eu gosto de gastar o dinheiro com viagem e passar um tempo com meus filhos. Sem eles, nada mais importa. Eles me apoiam totalmente na minha jornada de ser o melhor do mundo e eu os apoio de volta. Eu mal posso esperar para ganhar o cinturão na quinta-feira e ter todo mundo junto de novo. Minha mulher virá, eu não trago as crianças para Las Vegas, mas todos estarão assistindo. 
Encarada Rafael dos Anjos Eddie Alvarez UFC 200 (Foto: Evelyn Rodrigues)

Está planejando alguma comemoração especial com a família ou algo assim, caso fature o título? 

Quando eu chegar em casa vamos ter quatro dias para arrumar as malas e iremos para a costa de Jersey ficar lá por um tempo. Somos muito espontâneos, quase um circo itinerante. Todos os seis arrumamos as malas, entramos no carro e vamos. A gente tenta não planejar muito. Eu gosto de ser espontâneo, gosto de dizer: "Ei, vamos ficar aqui, vamos ficar ali". As crianças gostam, eu e minha esposa gostamos, então é muito bom. 
Você é um cara supersticioso? 
Não. Sou bem preto no branco. Eu rezo a Deus, não por uma vitória, mas para que ele me guarde e guarde o meu adversário, que eu lute bem, que o público goste e vou em frente. 
Tem alguma coisa que você gosta de fazer antes de uma luta? 
Normalmente quando eu estou no vestiário, luto no fim, então não gosto muito de sentar lá e ouvir as pessoas gritando e olhando os caras entrando machucados. Geralmente, eu durmo. E na hora de ficar pronto eu escuto músicas antigas, como Motown, Ray Charles e Ottis Reading, eu amo esses caras para me empolgar para a luta. 
Como termina a luta na quinta-feira? 
Eu penso em ter a minha mão levantada e acho que vou estar cumprindo o que prometi para um monte de gente. Para todos que disseram que eu não conseguiria, vou dizer: "Eu avisei". Vai ser um "Eu avisei" para todos os que me odeiam e uma promessa cumprida para os que me apoiam. 

Gadelha se incomoda com encarada de Joanna: "Talvez queira me beijar"

De olho no cinturão peso-palha, Claudinha evita encontros com polonesa, se diz preparada para jogo mental e descarta "clima pacífico" após a luta de sexta-feira


As provocações e conflitos fizeram parte do roteiro escrito por Cláudia Gadelha e Joanna Jedrzejczyk. Na sexta-feira, em Las Vegas, a brasileira terá a chance de descarregar a raiva na revanche contra a polonesa pelo cinturão do peso-palha do Ultimate. Porém, até lá, ainda precisa passar pelos eventos oficiais da organização, com direito a encaradas, que não deixam a desafiante nada à vontade. 
Cláudia Gadelha UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)
Em entrevista ao Combate.com, Claudinha revelou o desconforto com o tipo de encarada de Joanna. A brasileira, que pretende não deixar a campeã se aproximar, fica em dúvida sobre o motivo da polonesa se aproximar tanto em todo encontro.  
 Não entendo porque ela quer colocar o rosto tão perto de mim. Talvez ela queira me beijar ou me cheirar."
Cláudia Gadelha
- Os encontros oficiais não tem como evitar, mas não quero deixá-la chegar muito perto de mim, fazer essa encarada que ela gosta de fazer. Não entendo porque ela quer colocar o rosto tão perto de mim. Talvez ela queira me beijar ou me cheirar, sei lá o que é. Toda vez que ela me vê, chega muito perto de mim e isso me incomoda. Então, nas encaradas oficiais eu não vou deixá-la chegar perto de mim.
Em entrevista exclusiva ao Combate.com, Joanna admitiu não ter planos de criar uma amizade com a brasileira, mas fez questão de destacar que está disposta a cumprimentar a rival após a luta. Porém, Gadelha descarta qualquer chance de um clima amistoso após o combate, justamente pelas provocações da polonesa.
- Pra mim não tem nada de clima pacífico depois da luta, a Joanna mexe com a cultura que eu vivi dentro das artes marciais, é uma pessoa que desrespeita a filosofia da arte marcial da mim e eu não quero estar perto. Não é uma pessoa que eu odeio, mas não é uma pessoa que quero estar perto, e eu acho que essa rivalidade não acaba agora.
Antes da disputa pelo cinturão, Joanna e Claudinha viveram "dias difíceis" como treinadoras rivais na casa do The Ultimate Fighter 23. A brasileira está atenta ao forte jogo mental da campeã e promete foco para terminar a luta em vantagem. 
- O jogo mental faz parte do jogo da Joanna. Ela não é só uma lutadora de muay thai dentro do octógono. O jogo mental também fortalece o coração e o espírito dela de lutadora.Tem que respirar fundo (risos), pensar em outra coisa, contar até dez e deixar passar. Porque se for entrar na pilha das coisas que ela fala dá pra matar ela (risos).
TUF 23 Finale
8 de julho, em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO:
Peso-palha: Joanna Jedrzejczyk x Cláudia Gadelha
Peso-meio-pesado: Final do TUF 23
Peso-palha: Final do TUF 23
Peso-leve: Ross Pearson x Will Brooks
Peso-pena: Doo Ho Choi x Thiago Tavares
Peso-leve: Joaquim Netto BJJ x Andrew Holbrook
Peso-pena: Gray Maynard x Fernando Açougueiro
Peso-médio: Cezar Mutante x Anthony Smith
Peso-leve: Jake Matthews x Kevin Lee
Peso-meio-médio: Li Jingliang x Anton Zafir
Peso-mosca: John Moraga x Matheus Nicolau

Jedrzejczyk: "Não odeio Gadelha. Só provarei que sou a melhor do mundo"

Campeã dos pesos-galos do UFC diz que brasileira vem falando da primeira luta entre as duas há 19 meses, e revela que preparou uma surpresa para a encarada


Por mais que tente transparecer serenidade em relação a Cláudia Gadelha, a polonesa Joanna Jedrzejczyk não consegue esconder a sua expectativa para a revanche contra a brasileira, que está marcada para a próxima sexta-feira, no TUF 23 Finale, em Las Vegas. A disputa, que vale o cinturão dos pesos-palhas do UFC, será o segundo duelo entre as duas. O primeiro foi vencido por Jedrzejczyk de forma controversa, o que gera comentários até hoje por parte da brasileira. 19 meses mais tarde, a campeã analisa como as duas estão para o novo confronto.
Joanna Jedrzejczyk UFC (Foto: Evelyn Rodrigues)






















- A nossa primeira luta foi há 19 meses, eu era o azarão, mas ganhei a luta. Mesmo tendo sido uma luta apertada, eu ganhei. Não tem nada o que falar. Cláudia tem falado sobre isso há 19 meses, o que é uma estupidez. Ela só pode culpar a si mesma por perder aquela luta, porque ela não fez nada. Eu tive três lutas duras contra adversárias diferentes. Cláudia era uma wrestler, Jessica Penne tinha base no judô e era boa em pé, Valérie Letourneau é uma garota dura, boa em pé. Eu lutei três vezes, no total de 11 rounds. Cláudia Gadelha lutou apenas uma vez por três rounds contra Jessica Aguilar. Para mim e para os outros, a luta é o que mais importa. A luta mostra quem você é, quão bom atleta você é no geral. Acho que Cláudia se preparou muito bem para essa luta porque ela tem uma chance de conquistar o título. Mas eu prometo que estou muito bem e tenho os meus sonhos e objetivos. Eu sei o que tenho que enfrentar e que tenho que passar pela Cláudia Gadelha para que meus sonhos se realizem.

Empresariada pelo brasileiro Tiago Okamura, a polonesa, que chegou quase uma semana antes de Gadelha a Las Vegas para se adaptar ao fuso horário e ao clima seco do verão da cidade, garante ter muitos fãs no país, e diz que pretende deixar seus torcedores felizes, além de provar que é a melhor lutadora de sua categoria no mundo.

- Eu gostaria de dizer: "Olá" a todos os meus fãs do Brasil. Tenho muito apoio dos meus fãs brasileiros. Sinto que alguns deles se sentem um pouco ofendidos comigo porque vou enfrentar Cláudia Gadelha e vejo no rosto de vocês também (risos), mas recebo muitas mensagens dos meus fãs brasileiros, deles torcendo por mim. É só uma luta. Não é que a gente odeie uma a outra ou algo assim. Mas luta é luta. Eu vou provar para todo mundo que eu sou, simplesmente, a melhor. A preparação foi boa, eu me sinto ótima. Cheguei há uma semana, o corte de peso está indo muito bem, ainda estou comendo bastante e meu peso está descendo, então não estou tendo problemas. Estou sem lesões. Eu me sinto muito forte, não só fisicamente, mas também mentalmente. Desde que eu cheguei a Las Vegas, me sinto cada vez mais confiante e mais calma antes de enfrentar Cláudia Gadelha. Ela acabou de chegar aqui, não existe nenhuma emoção. Só estou focada na minha luta, quinta-feira e vou dar um show. Então não haverá emoções até sexta-feira.
Encarada Joanna Jedrzejczyk Cláudia Gadelha UFC 200 (Foto: Evelyn Rodrigues)





















Apesar de garantir que não existe ódio entre as duas, Jedrzejczyk admite que ela e Gadelha jamais serão amigas.

- Nós não vamos ser amigas. Claro que existem pessoas que você não gosta, e quando a Cláudia está por perto eu não me sinto muito bem. Eu sei que a Cláudia quer o meu cinturão, ela quer tirar os meus sonhos de mim, e eu não posso deixar ela fazer isso, por isso que eu estou tão incomodada. Eu não gosto dela como pessoa, mas a respeito como adversária. Não vamos tomar um café ou sair para almoçar ou jantar no dia 8 de julho. Nós vamos nos enfrentar no octógono, e é isso. Mas eu espero que após minha vitória, após a luta, nós apertemos as mãos e comecemos um novo episódio na nossa relação. Eu não tenho tido problemas com outros adversários. Cláudia disse isso, e que tenho sido desrespeitosa, mas eu não sou. Ela não me conhece, mas, como eu disse, eu a respeito como oponente. Ela é muito boa, uma lutadora completa, muito forte física e mentalmente e eu acho que é uma boa luta para todos os fãs, para todos. Tudo está nas mãos de Deus. Eu fiz o meu trabalho durante a preparação e acho que é tudo que eu tenho a dizer.

Famosa por sempre provocar suas adversárias nas encaradas após a pesagem, Joanna dise que pretende preparar algo especial para Cláudia Gadelha, mas faz mistério sobre o que fará.

- É surpresa.

Fã declarada dos Estados Unidos, a lutadora disse que mal pode esperar para lutar na semana do UFC 200, ainda mais em Las Vegas, e revela planos de se apresentar no card histórico de Nova York, em novembro deste ano.

- O que importa é a luta. Somos lutadores e, sim, o UFC é simplesmente o melhor. É um grande show e o UFC 200 está aqui perto, será um dia depois da minha luta. Mas eu não me importo. Eu gosto de lutar nos Estados Unidos. Meu sonho e objetivo era lutar nos Estados Unidos de novo. Minha última luta foi na Austrália, a anterior tinha sido em Berlim, mas eu gosto da atmosfera daqui dos Estados Unidos. O UFC é maior nos Estados Unidos, tem muitos fãs do mundo todo. Eu quis lutar e finalmente em alguns dias eu vou lutar no MGM Grand e depois no Madison Square Garden. Não me importo quando, que horas e se eu vou lutar a primeira ou a última luta. Eu estava acostumada a ser a luta principal nos eventos... Eu não me importo em enfrentar Cláudia Gadelha. O mais importante para mim é ganhar e mostrar para todo mundo quem eu sou, quão forte eu tenho treinado para essa luta e quão forte eu vou treinar para a minha próxima luta.

Ao ser solicitada a mandar uma mensagem em português para os fãs brasileiros, a polonesa se esforçou para dizer uma frase. Já para Cláudia Gadelha, a campeã desejou que ela esteja pronta e pediu que as duas deem um show e façam a luta do ano na próxima sexta-feira.

- "Obrigada pessoal, por tudo". Eu estou muito agradecida pelo apoio de vocês. É uma luta, não dá para saber quem vai ganhar, mas eu vou fazer o máximo para que Bruce Buffer anuncie "e ainda campeã", e espero que depois da luta contra Cláudia Gadelha eu vá ao Brasil, curtir o lindo país, a linda vida que tem lá e as pessoas legais. Espero que a gente se encontre, que haja alguma reunião. Quanto a Cláudia, eu espero que você esteja pronta. Vamos fazer um show e vamos fazer com que as pessoas chamem essa luta de luta do ano. Esteja pronta, vamos fazer um show e muito boa sorte.
Combate transmite ao vivo, na íntegra e com exclusividade o TUF 23 Finale, direto de Las Vegas, na próxima quinta-feira, a partir de 19h50 (de Brasília). O Combate.com acompanha o evento na íntegra em Tempo Real e transmite as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo.
TUF 23 Finale
8 de julho, em Las Vegas (EUA)
CARD DO EVENTO (até agora):
Peso-palha: Joanna Jedrzejczyk x Cláudia Gadelha
Peso-meio-pesado: Final do TUF 23
Peso-palha: Final do TUF 23
Peso-leve: Ross Pearson x Will Brooks
Peso-pena: Doo Ho Choi x Thiago Tavares
Peso-leve: Joaquim Netto BJJ x Andrew Holbrook
Peso-pena: Gray Maynard x Fernando Açougueiro
Peso-médio: Cezar Mutante x Anthony Smith
Peso-leve: Jake Matthews x Kevin Lee
Peso-meio-médio: Li Jingliang x Anton Zafir
Peso-mosca: John Moraga x Matheus Nicolau

Levantamento mostra desempenho das equipes no UFC pré e pós-USADA

Combate.com analisa resultados das principais academias de MMA antes e depois da implementação de exames antidoping mais rigorosos pela nova política do Ultimate


José Aldo, teste antidoping, USADA (Foto: Arquivo Pessoal)
Desde que a USADA (Agência Americana de Antidoping na sigla em inglês) passou a controlar os exames antidoping do UFC, em 1º de julho de 2015, foram realizados 36 eventos pelo Ultimate. Com a intenção de descobrir a diferença de desempenho antes e depois dos métodos mais rigorosos implantados pela agência, o Combate.compesquisou as últimas 72 edições do UFC e verificou os resultados das equipes.
Foram selecionadas 18 academias usando critérios como quantidade de lutas nos dois períodos, atletas significativos nas equipes e importância internacional (no caso das estrangeiras) e local (no caso das brasileiras).
As equipes foram divididas em três categorias, com base no desempenho percentual. No primeiro grupo estão as academias que tiveram aumento de mais de dez pontos percentuais entre os 36 eventos antes da implementação da USADA e os 36 depois. O segundo grupo conta com as equipes que tiveram diferença menor que dez pontos percentuais entre os dois períodos. Por fim, estão as academias que pioraram o desempenho, ou seja, que diminuíram o aproveitamento em mais de dez pontos percentuais.
EM ALTA
Apenas cinco das academias levantadas tiveram uma melhora significativa em seus cartéis. A que mais evoluiu no aproveitamento foi a Cesar Gracie, localizada na Califórnia, Estados Unidos. Apesar de não ter tantas lutas quantitativamente, sete no período anterior a USADA e seis após, a academia onde treinam os irmãos Diaz passou de 14% para 67% de aproveitamento.
Academias que melhoraram após USADA (Foto: Globoesporte.com)
NA MESMA
Seis equipes tiveram desempenhos semelhantes nos dois períodos. Entre elas estão as brasileiras Evolução Thai e X-Gym. A primeira é a que tem o melhor aproveitamento após a implementação da USADA das academias levantadas, com 83%. A equipe que conta com Francisco Massaranduba, Serginho Moraes e Godofredo Pepey, entre outros, não conta com nenhuma derrota nos 72 eventos analisados: são 11 vitórias, um empate e um “No Contest” (luta sem resultado).
Academias com desempenho semelhante após USADA (Foto: Globoesporte.com)
EM BAIXA
A maioria das academias mais importantes teve um desempenho pior desde que a USADA começou a fazer os exames antidoping. Das sete equipes, a que chama mais atenção pela queda brusca no desempenho é a Nova União. A academia de Cláudia Gadelha, José Aldo e Renan Barão passou do melhor desempenho entre as equipes selecionadas nos 36 eventos antes do dia 1º de julho, com 88% (14 vitórias e duas derrotas) para os piores números pós-USADA, com 20% de aproveitamento (quatro vitórias e 16 derrotas).
Além da academia comandada por Dedé Pederneiras, equipes renomadas, e que contam com campeões no Ultimate, também tiveram uma piora considerável na performance. A American Kickboxing Academy (equipe de Daniel Cormier), Jackson-Wink (Jon Jones), Kings MMA (Rafael dos Anjos) e SBG (Conor McGregor) sofreram quedas no retrospecto.
Academias que pioraram após USADA (Foto: Globoesporte.com)
*Estagiário, sob a supervisão de Raphael Marinho